Nossos segredos não vão nos eternizar
Se os nossos debates são travados às escuras
Quem poderá ver em nós, um vencedor
Quem poderá consolar o perdedor
Que está doente.
Nosso mistério pode até ser atraente ou intrigante
Mas nós sabemos que não há glamour
Há apenas dúvidas e fraquezas
Correndo por dentro e por fora
E é certo que a dor vai nos matar
Se é que já não morremos por vários outros estímulos
Nossa fúria existe, mas a jogamos no peito, nos ossos, nos órgãos.
Estamos dormindo muito pouco
Porque as vozes não se calam
Para que a gente adormeça em paz.
Como é que alguém vai nos reconhecer
Quando formos classificados pelo que somos
Já que não há coerência entre o nosso ser e o nosso fazer
Ninguém vai se lembrar de nós
Porque fomos um segredo bem guardado.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
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